Espiritualidade organizacional


Você sabe o que é espiritualidade organizacional? Antes de mais nada vamos esclarecer que espiritualidade não tem nada a ver com religião. Segundo Dalai Lama, a espiritualidade está relacionada com as qualidades do espírito humano: amor e compaixão, paciência, tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia, que trazem felicidade tanto para você quanto para os outros.

Para que essas qualidades sejam atendidas, é necessário compreendermos que somos compostos pela dimensão corporal, que se constitui da realidade física e material; dimensão intelectual, que se baseia na capacidade de raciocinar; dimensão emocional, que envolve os sentimentos, estados psicológicos e tendências para agir; e a dimensão espiritual, constituída da inteligência que se usa para lidar com problemas existenciais.

Porém, infelizmente, dentro de muitas organizações públicas e privadas, existe um grande nível de desarmonia, o que prejudica sobremaneira a qualidade de expressão das dimensões acima citadas. Diretores, colaboradores, clientes e fornecedores acabam pautando suas relações unicamente no pensamento materialista do “ter”, esquecendo “ser”, causando danos, muitas vezes irreparáveis, às pessoas.

A neurose pelo cumprimento de metas e resultados, na maioria das vezes orientada pelo “custe o que custar”, empobrece os relacionamentos humanos e liberta em nós o que temos de mais cruel: a ira. A “guerra psicológica” que muitos departamentos empreendem, visando sobressaírem em detrimento de outros, longe de promover a “competitividade”, apenas reforçar a teoria do insulamento organizacional, onde “ilhas” são formadas.

Dentro dessa realidade corporativa, muitas organizações estão morrendo aos poucos. Pior que isso: as pessoas também. Muitas estão em consultórios médicos, psicológicos e psiquiátricos, tratando-se justamente das doenças nascidas no ambiente corporativo.

Nessa estrutura destituída de amor e espiritualidade, a sinergia da empresa deixa de existir, os diálogos são monossilábicos e a “solidão corporativa” vai afastando as pessoas uma das outras. O medo, a culpa, a inveja, a raiva, o melindre, o orgulho e tantos outros sentimentos negativos acabam adoecendo os profissionais, inclusive aqueles mais valorosos.

Mas existe luz no fim do túnel. Empresas desarmonizadas estão ficando pra trás e muitos clientes, sentindo a infelicidade na fisionomia dos funcionários e no próprio tratamento que recebem, estão adquirindo produtos e serviços daquelas que promovem a harmonia em seu ambiente empresarial. Além dos consumidores, os fornecedores mais conscientes, também focados no desenvolvimento dos valores espirituais em seus colaboradores, preferem manter relações comerciais com parceiros que possam se expressar com leveza, bondade, ética e justiça. Mais que isso: boa parte dos empregados dessas empresas está vencendo o medo e buscando outras organizações, onde eles possam ser felizes, mais que materialmente: felizes emocionalmente.

Essa tendência é irreversível e aos poucos avança sobre as velhas práticas materialistas. Com o tempo, darão lugar a uma corrente administrativa pautada no respeito ao indivíduo em suas dimensões corporal, intelectual, emocional e espiritual.

Assim, a somatória das energias positivas, a satisfação no trabalho, a alegria entre os administradores e seus colaboradores e afins, constituirão departamentos integrados, fortalecidos na prática do bem comum e agindo com sinceridade, perdão e amor. Com isso, um novo entusiasmo, que em grego significa “Deus em nós”, vai ampliar a participação das empresas no mercado, que continuará competitivo, porém, com ética e respeito aos valores humanos, que são muito maiores que os valores econômicos.

Agindo assim, na prática do bem, não só estaremos caminhando para produzirmos mais e melhor, como também contribuiremos para que toda a sociedade se repense, se valorize, se ame, se proteja, se doe, enfim, se perdoe.

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A sua empresa está preparada para o mundo digital?


As empresas estão aperfeiçoando suas estratégias de comunicação, ampliando o uso das novas mídias. Para convencer os departamentos de marketing a investir mais ainda, o mercado apresenta números bem expressivos: até o final deste anos mais 1 milhão de pessoas estarão usando twitter no Brasil, aproximadamente 800 mil blogs, com mais de 12 milhões de leitores de blogs, num panorama de 53,9 milhões de usuários de internet – 35 milhões deles cadastrados no Orkut.

Com isso surge um enorme desafio: se o desejo é alcançar a grande massa de pessoas, utiliza-se a TV. Mas, se as empresas desejam atingir os influenciadores, as mídias digitais são o caminho. Nesse novo espaço relacionamento, onde o fenômeno da difusão instantânea da mensagem estabelece o verdadeiro “time” da informação, milhões de usuários virtuais acabam assumindo as funções de “repórter” e “editor” de conteúdos. Neste momento, por exemplo, podem estar falando mal da sua empresa, de você, da empresa onde trabalho.

E o que fazer? Ser mais rápido, mais eficiente, mais inteligente e saber aproveitar melhor as oportunidades, oferecendo o outro lado da informação. A instantaneidade exige gestores de informação conectados com diversos grupos sociais, monitorando os conteúdos e respondendo a eles, de forma a não deixar margem para que inverdades circulem pela rede de relacionamentos sociais sem que oficialmente nada seja dito. Continua valendo a velha máxima: “quem cala, consente”.

Se a sua empresa ainda se comunica com os diversos tipos de públicos de forma convencional, é melhor rever os conceitos, antes que não consiga acompanhar as novas exigências de comunicação dos clientes, que desejam manter com as organizações um canal mais aberto, franco, multifacetário, rico, interativo, instantâneo e humano. Isso mesmo: humano. As novas mídias, longe de afastar as pessoas, aproximam-nas ainda mais, e se forem bem aproveitadas contribuirão para promover um novo modelo de relações sociais.

Esse novo modo de construir e manter relações sociais e empresariais nos convida a refletir sobre a nossa capacidade técnica e as diversas competências que precisamos desenvolver para compreendermos os perfis dos usuários: estudá-los para melhor atendê-los em suas necessidades, inclusive de informação.

Mais que isso: exige que cada um de nós se mantenha com a mente aberta para novos e intrigantes desafios. Segundo matéria publicada no Correio Braziliense, na edição online do dia 18 de novembro de 2009, para Leonard Kleinrock, professor de informática da Universidade da Califórnia (UCLA) e responsável pelo envio da frustrada mensagem que deu início à revolução da rede mundial de computadores, em 29 de outubro de 1969, os próximos anos nos reservam acontecimentos inacreditáveis. Para ele, web sairá da tela do computador para as paredes de edifícios, escritórios e casas, até chegar às “unhas dos dedos ou aos óculos” dos usuários. “Tudo estará baseado na tecnologia integrada, na nanotecnologia, em pequenos sensores que saberão como você é, conhecerão suas preferências e se adaptarão às suas necessidades e aos seus gostos”, defende.

Será que estamos prontos para interagir com tudo isso? Será que as empresas estão se preparando para atender às exigências dos clientes nesses novos espaços de comunicação e vendas? E como será possível controlar tudo isso?

Nesse novo campo de relações midiáticas virtuais, surge para a comunicação e para o direito oportunidades de reflexão e ação. Se por um lado as novas mídias vieram proporcionar a “alforria” da liberdade de expressão - já que em muitos ambientes, inclusive corporativos, expressar-se livremente é apenas uma falácia - por outro, fornecem “panos pras mangas” quando o assunto é “controle de informação, de conteúdo”.

Os que defendem uma legislação mais rigorosa e um rígido sistema de controle ignoram que não se pode deter a marcha do progresso, como vimos acima nos prognósticos de Kleinrock. Não sou contra ao surgimento de leis que garantam a sadia liberdade de expressão, mas não concordo que controlar, simplesmente, seja a saída. Ter um controle não é a solução. Podemos avançar e usar melhor as ferramentas disponíveis, nos aproximando ainda mais dos públicos com os quais realmente nos interessam, nos aperfeiçoando para enfrentar cenários mais competitivos, que se modificam sem parar.

Nesse campo diferenciado das relações sociais e empresariais, mais importante que controlar, é conhecer, ouvir, integrar, planejar e se engajar, aproveitando as ferramentas de comunicação interativas disponíveis para fazer muito mais que divulgação: estimular o acesso à informação e gerar conhecimento. Ou será que é melhor viver no Irã, na Coréia do Norte ou na Venezuela, onde tudo é controlado?

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